Três showcases, três territórios com histórias muito diferentes. A Praça do Intendente, em Arroios, com as suas quase cem nacionalidades. O Bairro 2 de Maio, na Ajuda, onde toda a gente conhece toda a gente. O Jardim Avelar Brotero, em Alcântara, onde além de cantores e dançarinos houve crianças a declamar poesia. Em todos eles, o mesmo palco portátil, o mesmo microfone aberto e a mesma pergunta implícita: quem está ali à espera de ser ouvido?
Em Arroios, cem nacionalidades à procura de palco
Igor D’Araújo chegou à Praça do Intendente como referência, não como concorrente. Ficou em segundo lugar na segunda edição dos Talentos do Bairro e este ano está do outro lado, a mostrar o que mudou desde então. “Abriu muitas portas, deu muita visibilidade, muitas pessoas que não me conheciam passaram a conhecer aquilo que eu faço, que é música”, disse. Não vai voltar a concorrer, mas o papel que tem agora vai além do de embaixador: “Acho que é mais uma referência, para a malta ver que realmente vale a pena e que pode mudar a vida de uma pessoa. Se os Talentos do Bairro abriram portas para mim, agora os Talentos de Lisboa devem abrir muito mais portas para os próximos concorrentes.” Para quem ainda hesita, fala por experiência própria. “Eu era a pessoa mais envergonhada do mundo e hoje em dia já estamos a pisar palcos e a tentar motivar muitas pessoas.”



